Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7
Ministro da Fazenda afirmou que apresentará ao G7 propostas para enfrentar os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, atrair investimentos para o Brasil e ampliar o debate internacional sobre minerais críticos e taxação de super-ricos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que levará à reunião dos ministros das Finanças do G7 três pautas principais: os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, a defesa do Brasil como destino seguro para investimentos e o debate sobre minerais críticos.
A declaração foi dada em Paris, após participação em um evento sobre tributação internacional.
Segundo Durigan, o objetivo do governo brasileiro é reforçar a imagem do país como uma economia estável e confiável diante do cenário global de incertezas.
O ministro destacou indicadores como a estabilidade do real e o desempenho do mercado financeiro brasileiro.
“Esse debate sobre a economia brasileira, sobre como o real está estável e como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas difíceis, continua reagindo bem aos investimentos, mostra que os ativos brasileiros ainda parecem muito interessantes”, afirmou.
Durigan também disse que pretende apresentar programas do governo, como o Eco Invest, como instrumentos para atrair investimentos estrangeiros, oferecendo mecanismos de proteção cambial e maior segurança aos investidores.
Outro tema que será levado ao encontro do G7 é a exploração de minerais críticos no Brasil.
O ministro citou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um projeto de lei complementar voltado ao setor e afirmou que a proposta busca garantir mais segurança jurídica e reduzir disputas judiciais.
“O incentivo ao investimento no país depende de segurança jurídica. Esse novo marco busca garantir procedimentos seguros e evitar judicialização”, declarou.
Segundo Durigan, países europeus, como França, já demonstraram interesse no potencial brasileiro ligado aos minerais estratégicos.
O ministro também comentou os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global e afirmou que o Brasil acompanha medidas adotadas por países europeus, como Portugal, Espanha e Alemanha, incluindo subsídios limitados e desonerações voltadas a combustíveis específicos.
Para Durigan, participar da reunião do G7 é importante para acompanhar as melhores práticas internacionais diante da crise.
Questionado sobre a taxação de super-ricos, o ministro afirmou que o governo brasileiro está disposto a levar o tema para debate no encontro, caso haja espaço na agenda das discussões sobre justiça tributária.
Diretora-geral do FMI afirmou que o mundo enfrenta forte pressão econômica causada pela guerra no Oriente Médio e pela alta do petróleo. Kristalina Georgieva pediu medidas coordenadas do G7 para evitar agravamento da crise global
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